Ao chegar staff prestável e profissional (sem ser em demasia) e a decoração do espaço a encaminhar para uma memória de um espaço tipicamente tradicional com as madeiras e utensílios em metal e madeira espalhados pelo Cantinho. Um casamento muito bem conseguido entre tradicional e moderno.
Quanto ao menu quase tudo a conquistar. Apenas o menos conseguido foram as entradas: o amuse bouche/gaspacho fresco foi o melhor. Já a “manteiga de trufa” desiludiu. Talvez por estar demasiado dura (impossível de barrar na bela selecção de pães) ou por não ser possível sentir a trufa.
Mas depois, o que dizer do “Bacalhau à Braz com azeitonas explosivas”? Bem, divinal! Desde a cremosidade e a cor amarela intenso (o segredo não dito talvez tenha passado pelo uso de natas e açafrão, talvez).
E depois as azeitonas explosivas! Só a cor desapontou (poderia ser de um verde mais aguerrido) porque a experiência de trincar uma “azeitona” prestes a rebentar no garfo, e ter todo o sabor de uma típica azeitona portuguesa em líquido é fenomenal. Obrigado El Bulli (Ferran Adrià foi o pai desta cozinha de fusão) onde o chef José Avillez estagiou.
Estava no céu. O Melhor Bacalhau À Braz Que Já Comi!!!!
Como se não bastasse de sobremesa o clássico do Cantinho, a Avelã 3, uma sobremesa em copo de vidro por camadas, estilo triffle, em que o objectivo (explicado pelo staff) era ir com a colher até ao fundo onde estava bolacha ralada com flor de sal (belo kick de acidez!), passando pela bola de gelado de avelã e acabando pelo creme sferificado de avelã. Tudo numa colherada! Estava nas nuvens!!!

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