15 de outubro de 2015

o fim dos dias aproxima-se a uma velocidade galopante

Podia ser mais uma previsão de fim do mundo, uma crise política ou mesmo uma guerra ao nível interestelar mas não...é o fim de modelos nus nas revistas Playboy. E perguntam vocês, Então ainda no outro dia defendias o movimento feminista e agora estás contra ele? Não!

Vamos reflectir acerca de assuntos que realmente interessam. Porque é que uma pessoa vai comprar a revista Playboy em vez da revista Maria? Para ler a entrevista? Para ver mulheres nuas? Para ver MAMAS?
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Como lia num artigo, a Internet obrigou a vestir as modelos. Sim, pode-se aceitar essa "desculpa" ou estratégia empresarial (o que lhe quiserem chamar) porque, sejamos sinceros, nos dias que correm é muito fácil encontrar um mulher nua na Internet (gratuitamente)...o difícil por vezes é encontrar uma mulher vestida!

Sim é fácil...mas será que é isso que torna a experiência aprazível? Onde entra a arte, o arrojo, o medo de descobrirem a revista no quarto, a vergonha de comprar uma revista para adultos?

Com as novas regras a Playboy vai ser distribuída com a categoria 13+ (adequada para pessoas com 13 anos ou mais) o que me leva a pensar...não teria sido bem melhor fecharem logo? Acabar em grande com a revista e criarem uma nova publicação com o conteúdo light (porque agora tudo tem de ser assim para ser bom) que eles pretendem!? Não considero que aumentarem o público alvo vá fazer com que as vendas aumentem porque no fim de contas...a Internet continua cá e os poucos que ainda compravam porque gostavam de "sentir" o papel entre os dedos enquanto viam mulheres nuas vão deixar de comprar porque para ver mulheres vestidas vão ao café!

Por outro lado lembro-me sempre de um professor que tive na universidade que dizia que para algo (filme, livro, cd...) agradar a muita gente tinha de ser algo mais ligeiro e não tão completo, autêntico! A Playboy vai deixar de ser A Playboy e vai seguir na linha de outra referências nas revistas masculinas nomeadamente FHM e GQ, duas publicações que já estão mais que consolidadas nos mercados internacionais. 

Tenho pena das gerações vindouras, senão tiverem a colecção dos pais (coitados dos meus filhos que não vão ter nada disto para ler!) já não vão ter revistas com "qualidade" para ler. Da próxima vez que for à Feira da Ladra vou procurar pelas edições antigas...quero que o meu filho cresça num ambiente saudável e próspero!

Antes de terminar deixo o link para uma selecção feita pelo jornal online Observador que reúne as 63 capas mais emblemáticas da publicação.

Os meus sinceros pêsames à revista e a todos os ex-leitores!


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