1 de dezembro de 2015

Trindade

Subir em passo apressado por causa da chuva desde o Cais do Sodré e até à Cervejaria Trindade é obra!

O antigo Convento da Trindade é um achado por entre as centenas de restaurantes na capital!

23 de novembro de 2015

Oleiros

Onde mesmo? É o que sempre se pergunta.
Ora, esta pequena localidade (concelho até) situa-se a cerca de 30km de Castelo Branco, tendo para isso de se fazer um percurso sinuoso (mas em boa auto-estrada) pelas montanhas acima sempre imerso na densa floresta.

Gentes simpatiquíssimas (quase como se fosse filho da terra: "És filho de quem? perguntaram-me dezenas de vezes) e uma terra que só no interior do país se consegue encontrar.

O ex-libris é a belíssima Igreja Matriz. Deslumbrante!



17 de novembro de 2015

je suis Paris!

"The last time I saw Paris, her heart was warm and gay, I heard the laughter of her heart in every street café"  -Oscar Hammerstein II


À falta de palavras para os últimos dias na Cidade-Luz, na minha cidade do coração, na cidade mais bonita do mundo, naquela que durante vários verões foi quase minha casa e que no ano passado foi o meu lugar para recarregar baterias, o refúgio ideal deixo aqui alguns desenhos, dos vários que esta cidade sempre inspirou.






When all the words seem to fail about the last days in the Light-city, in the city of my heart, in the most beautiiful city in the world, in the one that in several Summers was my home and that in the last year was the recovering spot, the ideal refuge I only can leave some sketches, in the city that always inspired me!

12 de novembro de 2015

Lx factory


Inspirado nos mercados e áreas fabris abandonadas na Europa (Berlin, Barcelona, Varsóvia, Amsterdão) que depois foram objecto de reconversão (mantendo sempre algo da traça original) Lisboa tem o espaço mais cool, hipster e de boa vida da cidade: o Lx Factory.

Num recanto do espaço vão-se encontrando inscrições diferentes do habitual.

10 de novembro de 2015

Campo de Ourique

Voltando à sempre bela Lisboa uma dupla página de uma tarde (por acaso a dos meus anos) em campo de ourique.

À esquerda um detalhe de um dos muitos belos edifícios deste bairro e seguindo fui dar à Estrela. A Basílica está ao nível de uma qualquer Duomo ou Igreja europeia!


9 de novembro de 2015

Arco do Triunfo (de Barcelona)

Último dia, última boa caminhada. Desta feita desde as Ramblas até à parte marítima de BCN, perto do Parque da Cidade (fantástico espaço aberto onde se localiza o Parlamento da Cataluña e antigas estruturas da Feira Mundial ali ocorrida há muitas décadas).

Fui andando e andando sem um edifício em mente para ver ou desenhar, sem um objectivo definido. Por acaso fui ter á grande Avenida onde encontrei o famoso Arc de Triomph, que foi ponto de paragem, local onde todos os Urbansketchers (aquando do Simposium mundial http://bcn2013.urbansketchers.org/ posaram com os cadernos para a foto.

Porque o tempo estava magnífico e como tinha ttodo o tempo do mundo sentei-me no jardim encostado a uma das muitas estruturas de outros candeeiros, os Bancs Fanals (o desenho à direita) e contemplei esta pesada estrutura em tijolo e pedra, sempre com a Avenida ali ao fundo (que muitos km à frente leva-nos ao Camp Nou do FCBarcelona).


Acabava então este “retiro gráfico” a Barcelona.

Como muito li “Barcelona me encanta”. Voltarei!




6 de novembro de 2015

Museu de Arte da Catalunha

E os dias corriam depressa. Já estava a meio da minha escapadela a BCN… Mas ainda tanto se consegue ver em 2 dias!! É dar corda aos sapatos.
Vendo os mapas reparei na zona central da Fira de Barcelona onde ficava o MNAC (Museu Nacional de Arte), tendo para isso de se subir em escadas rolantes (se não fossem estas seria extremamente cansativo subir umas valentes centenas de escadas…) até ao topo.


Acabado fui até lá acima onde centenas de pessoas contemplavam a cidade (provavelmente aqui está a melhor vista sobre Barcelona).


Quando a noite caiu desci e ainda assisti ao famoso espectáculo de fontes luminosas.


E depois de tanto andar e andar resolvi tratar-me bem! Por acaso encontrei este Bilbao Berria, um lugar apenas com os famosos pintxos. A “estratégia” da casa é simples. Numa mesa com largos metros onde se vão colocando sem parar novas receitas de pintxos (o nome dado à tapas) e o cliente vai retirando o que mais gostar. O problema é querer experimentar cada um…..

Absolutamente delicioso!

5 de novembro de 2015

"O bairro i o Mundo"

Em 2014 a CM Lisboa em conjunto com a associação artística Ibisco promoveram o festival "O bairro i o Mundo" no antigo bairro da Quinta da Fonte renomeado de Terraços da Fonte. Este festival teve no seu cardápio performances musicais, teatrais, stand-up comedy, workshops e a face mais visível com a intervenção de artistas plásticos entre eles nomes como, Odeith, Mar, Ram, Carry On, Smile, TOSCO e Vhils que tiveram como principal papel a reabilitação de fachadas dos prédios.


(foto de Jorge Paula fonte)

Falar em bairros sociais está normalmente associado a zonas inseguras, prédios degradados, ruas sujas e muitas das vezes o último sítio onde gostaríamos de ir passear! Acredito que quem olhe para a foto acima não se sinta convidado ou mesmo com um pingo de vontade de passear no bairro. No entanto, com este festival, a organização pretendeu desmistificar esta ideia de decadência associada aos bairros sociais, promovendo estes festivais nos bairros e tornando o bairro num local mais agradável à vista e convidativo a pessoas "estranhas ao bairro" a visita-lo.

Um ano depois e, tendo já sido apelidada de um dos maiores projectos de arte urbana do mundo, a CM Lisboa promoveu visitas guiadas gratuitas a quem quisesse conhecer um pouco mais das obras pintadas ou cravadas nas empenas e mostrar que o bairro não é o guetto. 

Ficam algumas das fotos que encontrei pela internet e se gostarem basta seguirem as fontes que consultei bem como fazer uma pesquisa na internet pelo nome do projecto. Melhor só mesmo visitarem o bairro, quer individualmente quer em visita guiada (que acredito seja possível marcar junto da CM Lisboa.)








Sagrada Familia

Entusiasmado desloquei-me à Sagrada Família mesmo no centro da cidade, facilmente acessível já que a enorme estrutura de Antoni Gaudí se observa de qualquer ponto da cidade (assim como em Paris com a Torre Eiffel ou Londres com o Big Ben).
Entre comprar o bilhete (cerca de meia hora de espera) e entrar neste colosso tive tempo de desenhar os chamados “Bancs – Fanals” candeeiros espalhados pela cidade em que a sua “arquitectura” vai variando consoante o bairro em que está. São peças únicas.

Como caracterizar a Sagrada Familia? Tudo é magnífico. Desde a entrada em que é preciso perder uma boa meia hora a seguir os episódios bíblicos e admirar a altura da igreja, sempre com os trabalhos de construção em pano de fundo e os milhares de turistas à volta.
Uma imagem que sempre guardarei comigo é a entrada na Sagrada Familia. O objectivo de Gaudi foi alcançado: entrar no céu!

Por entre os vitrais com muitos coloridos tons quentes que com o efeito do sol entram e se espalham pelo chão da Igreja é impossível  baixar a cabeça perante as imponentes colunas, as figuras bíblicas misturadas entre óculos de vidro colorido. Apesar da confusão de turistas é possível ali ter paz.
Demorei-me várias horas por ali tentando captar a essência e a complexidade do espaço. 
Decididamente um espaço inesquecível e dos mais belos onde já estive! No interior da Sagrada mal se notam as obras (apenas numa secção). Lá fora estas continuam a todo o vapor e recentemente entrou-se na última fase de ampliação (subida da Igreja por mais algumas dezenas de metros).
Em 2016 (quando se espera acabarem as obras) lá voltarei!

4 de novembro de 2015

BCN2

Como não podia deixar de ser tive de visitar alguns dos ex-libris da cidade. Não museus, já que todas as cidades para mim são museus mais genuínos e ao ar livre!

Isto lembra-me Florença, em que numa semana não visitei nem um museu (e como os há!). Preferi antes andar pelas ruas, passar por estátuas espalhadas (até uma réplica da estátua de David está na rua)..

Adiante, neste dia fui até à parte alta da cidade onde se localiza o Park Guell e onde se vislumbra a linha da cidade, a Sagrada Familia, o mar Mediterrâneo, e todos os telhados das casas pintadas em diferentes tons (quentes).

Este local mandado construir por Guell é uma das obras primas de Gaudi (com os azulejos coloridos, as figuras animalescas (o famoso lagarto colorido que se encontra em cada loja de souvenirs), as casas (uma delas que serviu de residência de Gaudi), a inserção da construção com a natureza (ainda se consegue sentir os tempos de pastores com cabras que ali pastavam).

Definitivamente que vale cada minutos (e foram tantos!) nas filas de espera. Mas a melhor forma é mesmo comprar o bilhete online: http://www.parkguell.cat/en/buy-tickets/

Um sítio verdadeiramente deslumbrante (desde o terraço até à parte baixa). E a vista. Que vista!


3 de novembro de 2015

Barcelona

Por esta altura há um ano passava uns dias em Barcelona, “umas das cidades com mais pinta” ouvia dizer. Mas os anos iam passando e vários países conheci já que para mim Barcelona era Espanha (e eu quero é visitar o maior número de países…).

Mas eis que em 2014 resolvi comprar um bilhete para Barcelona, ou BCN para muitos.
Não pesquisei muito acerca da cidade, queria ser surpreendido pela famosa movida, arquitectura e cultura. Apenas conhecia de filmes a Sagrada Família, o Park Guell e as ramblas e bairros depois de ver “A residência espanhola” (filme sobre o Erasmus em Barcelona: http://www.imdb.com/title/tt0283900)

Por isso lá fui. E mal cheguei comecei a perceber que a cidade era mesmo fabulosa. Com um passe de 4 dias de transportes (é sempre o melhor: http://www.tmb.cat/es/bitllets-i-tarifes) saltei de Bus em Bus, de metro em metro (as estações subterrâneas do metro são um micro-clima tropical…), de train em train (para quê escolher os famosos Hop on / Hop off bus???)


Primeira paragem: Plaza de Cataluña (o coração da cidade entre enormes centros comerciais, edifícios majestosos a lembrar os de Madrid e vários terminais de transportes) com milhares de pessoas ali concentradas.



2 de novembro de 2015

Arola no Penha Longa

Fui recentemente ao Arola, no âmbito da Restaurant Week e de entre dezenas de escolhas fui pelo restaurante que me parecia mais de luxo.
Chegado ao Penha Longa resort em Sintra a primeira dificuldade. Apesar das direcções da segurança dentro do resort (entre greens de golfe e casas de luxo e o mega hotel pertença do Ritz Carlton) foi fácil ficar perdido….

Quando finalmente se encontrou o restaurante fomos atendidos por uma simpática assistente e estávamos na mesa.

Entre escolha de vinhos rapidamente se chegou ao 1º prato (neste caso primeiros pratos de entrada):
Tapas para partilhar. Logo o primeiro choque: temos de ser nós clientes a cortar o alho ao meio e barrá-lo num pedaço de pão torrado (mais duro)!!! Recusei-me.

Depois o cenário foi melhorando. Umas asas de frango do campo picantes (uma das melhores coisas da refeição);
As famosas “Patatas Bravas com molho picante”. A batata estava boa mas o molho (basicamente maionese) nada tinha de picante…
E finalmente fatiazinhas de presunto com cubinhos de cebola, chili e pistácio. O presunto podia ter ao menos um pouco de sal. Nada…


Como prato principal fui pelo Porco em cama de surça (a surça sendo Môlho de vinho, alho, sal e pimenta, em que se deita carne de porco ) e um molho verde.
Bastante bom, tendo como ponto menos positivo a pele exterior passada do ponto de queima com o maçarico (talvez tenha ficado algum tempo à espera). Mas bom!

E para acabar bem, a sobremesa: “Copa Catalana”, entre uma pannacotta, bolacha e sorbete de tangerina (“perigosamente” um pouco ácida).


Em suma uma refeição que não conquistou, ou não se tornou memorável (o almoço no Cantinho do Avillez, antes falado, agradou muitíssimo mais, sendo mais simples, mas melhor).

28 de outubro de 2015

o mundo nas nossas mãos

Ontem numa curta incursão naquelas lojas grandes que têm livros cd's e outras coisas aproveitei para comprar o novo CD da Mariza. Já tinha ouvido algumas músicas na rádio, uma delas que me deixa arrebatado todas as vezes que a oiço e não consegui resistir a por o meu filho a ouvir.
Pode-se dizer que comprei o CD para ouvir uma música, mas as restantes já me conquistaram. Está classificado como um CD de fado mas pode-se dizer que tem muito mais que fado. Quem ouve esquece-se que aquela melodia harmoniosa é fado, aquela música triste e repleta de saudade que muito caracteriza o povo português. "Mundo" é uma mistura de melodias cantadas em português, castelhano e outros idiomas que ainda não descobri quais são que tornam cada faixa numa nova paragem desta linda viagem ao mundo na voz da Mariza. Para terminar este CD termina com uma melodia simples, sentida e cheia de amor dedicada ao filho da cantora.

Deixo aqui a música que me arrebatou e espero que vos arrebate também. Com letra de AC Firmino e Tiago Machado, "O Melhor de mim"...Mariza!



Letra

Hoje a semente que torna na terra
E que se esconde no escuro que encerra
Amanha nascerá uma flor.
Ainda que a esperança da luz seja escassa
A chuva que molha e passa 
Vai trazer numa luta amor.
 
Também eu estou à espera da luz
Deixou-me aqui onde a sombra seduz.
Também eu estou à espera de mim
Algo me diz que a tormenta passará.
 
REFRÃO:
É preciso perder para depois se ganhar
E mesmo sem ver, acreditar.
É a vida que segue e não espera pela gente
Cada passo que demos em frente
Caminhando sem medo de errar.
Creio que a noite sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre me iluminar.
 
Quebro as algemas neste meu lamento,
Se renasço a cada momento,
Meu destino na vida é maior.
 
Também eu vou em busca da luz
Saio daqui onde a sombra seduz.
Também eu estou à espera de mim
Algo me diz que a tormenta passará.
 
REFRÃO:
É preciso perder para depois se ganhar
E mesmo sem ver, acreditar.
É a vida que segue e não espera pela gente
Cada passo que demos em frente
Caminhando sem medo de errar.
Creio que a noite sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre me iluminar.
 
Sei que o melhor de mim está pr'a chegar!
Sei que o melhor de mim está por chegar.
Sei que o melhor de mim está pr'a chegar

23 de outubro de 2015

Ora bom fim de semana!

No seguimento do post do meu amigo Tiago vão todos passear amanhã!!!

Caso o tempo menos bom previsto para amanhã (mas Domingo estará um dia radioso) vos faça ficar em casa fiquem ao som disto!


E já agora vejam a série que tem das melhores selecções musicais de sempre (maioritariamente de jazz), como isto!:

Charles Barkley, qual discipulo de James Brown, é das grandes grandes descobertas que fiz nos últimos meses.



Ah e qual era a série acima referida? Suits!


Bom fim de semana, no meu caso a desenhar!

22 de outubro de 2015

vai passear ó camelo - I

Pode parecer ofensivo o título e desculpem se vos insultei mas não passa de um incentivo a que saiam da vossa casa e vão à descoberta. À descoberta da vossa rua, do vosso bairro, da vossa cidade ou quiçá do vosso país! Saiam de casa, aventurem-se, descubram...afinal de conta nós (Portugueses) somos um país de descobridores, de gente corajosa e curiosa!

Deixo aqui a primeira parte duma colecção de artigos com sugestões de passeio, uns mais citadinos, outros mais campónios, uns com roupa, outros sem roupa, com sol ou com neve porque no fundo não queremos excluir ninguém! Uns vão ser roteiros elaborados por nós, outros sugestões encontradas e compiladas por outros (devidamente referenciados porque não queremos tirar o crédito a ninguém).

Os destinos menos turísticos a descobrir em Portugal

fonte
1. Parque Nacional da Peneda-Gerês
Mais de 70 mil hectares de vales íngremes, florestas de exuberates carvalhos e perfumados pinheiros, cascatas e miradouros. É assim no Parque Nacional da Peneda-Gerês, o único parque nacional de Portugal. Localizado no Minho, a cerca de 100 km do Porto, este parque é um verdadeiro convite à apreciação da natureza no seu estado mais puro. Abrangido por cinco concelhos e apenas habitado por oito a nove mil pessoas, neste parque permanecem centenas de aldeias de granito, que pouco mudaram desde o século XII. Um dos locais mais bonitos do nosso país à espera de ser descoberto.
Onde ficar? 
2. Guimarães
Berço da fundação da identidade nacional portuguesa e da língua portuguesa no séc. XII, Guimarães é outro dos tesouros do nosso país. Classificada como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO, Guimarães é uma pitoresca cidade, cheia de vielas sinuosas e casas antigas, que nos conduzem à sua praça principal, o Largo da Oliveira, e ao antigo Palácio Ducal. Todos os anos, na primeira semana de Agosto, celebram-se as Festas Gualterianas (realizadas desde 1452), ao estilo medieval, com um mercado de artesanato, feira de artes e um animado desfile de trajes antigos. Guimarães foi ainda eleito pelo New York Times como um dos 41 locais a visitar, considerando mesmo este local como um dos emergentes pontos culturais da Península Ibérica.
Onde ficar?
3. Buçaco
Desconhecida por muitos, a Serra do Buçaco é uma elevação do nosso país, marcada pelo encanto da sua flora e pelo peso da sua história. No extremo da serra, a 547 metros de altitude, encontra-se a a Mata Nacional do Buçaco, uma área de 105 hectares, considerada Monumento Nacional, desde 1943. Classificada por botânicos como um dos melhores arboretos da Europa e por poetas como o “altar da natureza”, possui mais de 700 espécies de árvores (exóticas e indígenas). Depois de se perder pelos caminhos da serra, descanse no Palace Bussaco, um dos mais belos edifícios neo-manuelinos de Portugal, ou visite o Convento de Santa Cruz, onde o General Wellington pernoitou durante a batalha do Buçaco.
4. Serra da Estrela
Uma das mais interessantes particularidades no nosso país é ser tipicamente um destino de sol, calor e praia, mas ter a capacidade de se transformar no mais perfeito destino de inverno, cobrindo-se de neve. É nesta altura que a Serra da Estrela desvenda toda a sua riqueza, tornando-se o cenário ideal para umas férias divertidas. Área demarcada e protegida, com 1993 metros de altitude, a Serra da Estrela é uma surpresa constante, que mantém a pureza de sempre, apesar das muitas actividades turísticas oferecidas na região (que incluem, entre outras, ski, snowboard, passeios pedestres, canoagem, BTT, jogos de orientação, parapente, rappel ou escalada).
Onde ficar?
5. Parque Natural de São Mamede
A norte do Alentejo encontramos o Parque Natural de São Mamede, onde as passagens por Portalegre, Marvão e Castelo de Vide são incontornáveis. Cidade próspera e rica nos séculos XVII e XVIII pelo investimento na indústria têxtil, Portalegre é, ainda hoje, conhecida por essa tradição. Depois de uma visita ao Museu das Tapeçarias, ao Castelo e à grande Sé, é altura de seguir até ao Castelo de Marvão, onde somos invadidos por horizontes largos e por uma tranquilidade inesgotável. Local de ruas estreitas e recantos pitorescos, o Marvão é uma vila medieval de visita obrigatória. A menos de 10km, encontra-se Castelo de Vide, uma das mais bem preservadas judiarias de Portugal. A antiga sinagoga, actualmente um museu, e as características ruas que parecem labirintos, dão-nos conta da presença judaica e da sua cultura.
Onde ficar? 
6. Tomar
Para conhecer um conjunto monumental que marca sete séculos da história de Portugal e de grandes momentos da história do Ocidente é preciso rumar até Tomar. Património da humanidade, inscrito na lista do património mundial da UNESCO, em 1983, o Convento dos Cavaleiros de Cristo e o Castelo dos Templários são uma jóia ímpar da nossa história. O Convento integra alguns dos mais expressivos testemunhos da história da arquitectura portuguesa, como a Charola românica da igreja, o claustro de D. João III e a famosa janela manuelina da Sala do Capítulo. Um capítulo da nossa história que não podemos deixar de visitar.
Onde ficar? 
7. Óbidos
Com pouco mais de 2 mil habitantes, Óbidos é uma das mais românticas cidades medievais da Europa. Dada como prenda de casamento pelo Rei D. Dinis à Rainha Isabel, em 1282, esta vila é conhecida pelas suas pitorescas ruas de paralelepípedos, casas caiadas com contorno colorido e flores nas fachadas. A sua rua principal, que se inicia na porta da cidade (decorada com azulejos do século XVIII), leva os turistas até à praça principal, a Praça de Santa Maria. Aqui encontra uma fonte, um Pelourinho do século XV, o Museu da cidade e a Igreja de Santa Maria.
Onde ficar? 
8. Comporta
A Herdade da Comporta, a apenas uma hora de Lisboa, é um dos destinos em ascensão, mas ainda pouco conhecido pela maioria dos turistas. Considerado este ano pela Condé Nast Traveler como um destino obrigatório, fora dos radares turísticos, a Comporta é conhecida pelas suas praias de areia branca, mar azul e aspecto paradisíaco. Para além de pôr os pés na areia, poderá passear no porto palafítico da Carrasqueira, visitar e comer no Museu do Arroz, andar a cavalo, ver golfinhos ou dar um passeio de balão.
Onde ficar?
9. Monsaraz
Finalista do concurso “As 7 Maravilhas de Portugal“, Monsaraz é considerada uma das mais antigas vilas do nosso país. Com uma atmosfera medieval e casas caiadas de branco, Monsaraz goza de uma incrível vista sobre as antigas e pequenas casas da vila e dos campos que se extendem em direção ao rio Guadiana, na fronteira entre Portugal e Espanha. Nesta encantadora vila, os turistas poderão visitar, entre outros pontos de interesse, a Igreja de Nossa Senhora da Lagoa, a Torre de Menagem, o Pelourinho ou a Praça de Armas do Castelo. Há ainda a possibilidade de visitar monumentos megalíticos – como o Cromeleque do Xerez, o Menir do Outeiro, o Menir da Belhoa ou as Antas 1 e 2 do Olival da Pega -, mas também o Centro Oleiro de S. Pedro do Corval, considerado o maior do país, a fábrica das mantas alentejanas, ou desfrutar ainda do Grande Lago do Alqueva.
Onde ficar? 
10. Mértola
Mértola é uma pequena e pitoresca vila no distrito de Beja, mas não se deixe enganar pelo seu tamanho – há muito para ver e descobrir. Numa verdadeira viagem pelo tempo poderá visitar Castelo e os muitos núcleos museológicos da vila – os núcleos Islâmico, da Basílica Paleocristã e Romano; os núcleos de Arte Sacra e Tecelagem ou ainda o núcleo da Achada de S. Sebastião. A Forja do Ferreiro, a Torre do Rio ou a Torre do Relógio são outras das atrações. Segundo os locais, a Mina de São Domingos também é um ponto de paragem imperdível. Um local que combina harmoniosamente história, património, gastronomia e natureza.
Onde ficar? 

Quantas é que vocês já conhecem? Há algum local pouco turístico que devia ser partilhado com a comunidade? Comentem e partilhem! 

20 de outubro de 2015

Cantinho do Avillez

Numas férias pelo Porto aproveitei para almoçar no Cantinho do Avillez, do melhor chefe português de sempre, o Cristiano Ronaldo das cozinhas :)


Ao chegar staff prestável e profissional (sem ser em demasia) e a decoração do espaço a encaminhar para uma memória de um espaço tipicamente tradicional com as madeiras e utensílios em metal e madeira espalhados pelo Cantinho. Um casamento muito bem conseguido entre tradicional e moderno.

Quanto ao menu quase tudo a conquistar. Apenas o menos conseguido foram as entradas: o amuse bouche/gaspacho fresco foi o melhor. Já a “manteiga de trufa” desiludiu. Talvez por estar demasiado dura (impossível de barrar na bela selecção de pães) ou por não ser possível sentir a trufa.


Mas depois, o que dizer do “Bacalhau à Braz com azeitonas explosivas”? Bem, divinal! Desde a cremosidade e a cor amarela intenso (o segredo não dito talvez tenha passado pelo uso de natas e açafrão, talvez).
E depois as azeitonas explosivas! Só a cor desapontou (poderia ser de um verde mais aguerrido) porque a experiência de trincar uma “azeitona” prestes a rebentar no garfo, e ter todo o sabor de uma típica azeitona portuguesa em líquido é fenomenal. Obrigado El Bulli (Ferran Adrià foi o pai desta cozinha de fusão) onde o chef José Avillez estagiou.
Estava no céu. O Melhor Bacalhau À Braz Que Já Comi!!!!



Como se não bastasse de sobremesa o clássico do Cantinho, a Avelã 3, uma sobremesa em copo de vidro por camadas, estilo triffle, em que o objectivo (explicado pelo staff) era ir com a colher até ao fundo onde estava bolacha ralada com flor de sal (belo kick de acidez!), passando pela bola de gelado de avelã e acabando pelo creme sferificado de avelã. Tudo numa colherada! Estava nas nuvens!!!


FENOMENAL almoço!
(e fiz este desenho)
outros desenhos em http://migelsketcher.blogspot.pt/

19 de outubro de 2015

"façam o favor de ser felizes"

Se hoje fosse vivo, Raul Solnado faria 86 anos.

Não penso que seja necessário descrever o homem que foi e a alegria que transmitiu a várias gerações com a interpretação de várias anedotas numa espécie de pré-sketches que hoje são tão famosos nos programas de humor. Quem não conhece "A guerra de 1908":


ou mesmo o "bombeiro voluntário":

Podia continuar e publicar cada uma das suas rábulas e estaríamos aqui pelo menos 2h a ouvir anedotas.

Para mim mais que todas as anedotas e todas as entrevistas a sua última aparição televisiva foi simplesmente a cereja no topo do bolo de uma vida única e enriquecedora e que ainda hoje nos deixam com um sorriso e uma lágrima no canto do olho.
Vale a pena ver e partilhar e nada melhor do que acabar com um pedido: "façam o favor de serem felizes!"



Obrigado!

feliz natal

OH OH OH OH FELIZ NATAL A TODOS!!!

Esperem...já é Natal? Mas não estamos em OUTUBRO?!? Porque começar já com o Natal?
 
 

Pois é meus amigos, parece que o Natal começa cada vez mais cedo e este ano a primeira referência que ouvi foi dia 15 de Outubro, só uns meros dois meses e dez dias antes de dia 25 de Dezembro...só!

Será que devemos começar já a fazer a campanha de verão de 2016? Afinal de contas já só faltam oito meses e três dias para começar o verão!

O que se passa de errado com esta gente? As vendas andam assim tão más?

Por favor, vendam-me o outono e as cores do outono em vez de coisas de natal que ainda estão longe (pelo menos no meu calendário)! Vendam-me as camisolas, os casacos, as botas para eu chapinhar nas poças que se começam a acumular, vendam-me os cachecóis e os chapéus de chuva...as castanhas e a água pé que me deixam mais alegre que enfeites de natal!

Por favor deixem-me "curtir" o outono!