23 de novembro de 2015

Oleiros

Onde mesmo? É o que sempre se pergunta.
Ora, esta pequena localidade (concelho até) situa-se a cerca de 30km de Castelo Branco, tendo para isso de se fazer um percurso sinuoso (mas em boa auto-estrada) pelas montanhas acima sempre imerso na densa floresta.

Gentes simpatiquíssimas (quase como se fosse filho da terra: "És filho de quem? perguntaram-me dezenas de vezes) e uma terra que só no interior do país se consegue encontrar.

O ex-libris é a belíssima Igreja Matriz. Deslumbrante!



17 de novembro de 2015

je suis Paris!

"The last time I saw Paris, her heart was warm and gay, I heard the laughter of her heart in every street café"  -Oscar Hammerstein II


À falta de palavras para os últimos dias na Cidade-Luz, na minha cidade do coração, na cidade mais bonita do mundo, naquela que durante vários verões foi quase minha casa e que no ano passado foi o meu lugar para recarregar baterias, o refúgio ideal deixo aqui alguns desenhos, dos vários que esta cidade sempre inspirou.






When all the words seem to fail about the last days in the Light-city, in the city of my heart, in the most beautiiful city in the world, in the one that in several Summers was my home and that in the last year was the recovering spot, the ideal refuge I only can leave some sketches, in the city that always inspired me!

12 de novembro de 2015

Lx factory


Inspirado nos mercados e áreas fabris abandonadas na Europa (Berlin, Barcelona, Varsóvia, Amsterdão) que depois foram objecto de reconversão (mantendo sempre algo da traça original) Lisboa tem o espaço mais cool, hipster e de boa vida da cidade: o Lx Factory.

Num recanto do espaço vão-se encontrando inscrições diferentes do habitual.

10 de novembro de 2015

Campo de Ourique

Voltando à sempre bela Lisboa uma dupla página de uma tarde (por acaso a dos meus anos) em campo de ourique.

À esquerda um detalhe de um dos muitos belos edifícios deste bairro e seguindo fui dar à Estrela. A Basílica está ao nível de uma qualquer Duomo ou Igreja europeia!


9 de novembro de 2015

Arco do Triunfo (de Barcelona)

Último dia, última boa caminhada. Desta feita desde as Ramblas até à parte marítima de BCN, perto do Parque da Cidade (fantástico espaço aberto onde se localiza o Parlamento da Cataluña e antigas estruturas da Feira Mundial ali ocorrida há muitas décadas).

Fui andando e andando sem um edifício em mente para ver ou desenhar, sem um objectivo definido. Por acaso fui ter á grande Avenida onde encontrei o famoso Arc de Triomph, que foi ponto de paragem, local onde todos os Urbansketchers (aquando do Simposium mundial http://bcn2013.urbansketchers.org/ posaram com os cadernos para a foto.

Porque o tempo estava magnífico e como tinha ttodo o tempo do mundo sentei-me no jardim encostado a uma das muitas estruturas de outros candeeiros, os Bancs Fanals (o desenho à direita) e contemplei esta pesada estrutura em tijolo e pedra, sempre com a Avenida ali ao fundo (que muitos km à frente leva-nos ao Camp Nou do FCBarcelona).


Acabava então este “retiro gráfico” a Barcelona.

Como muito li “Barcelona me encanta”. Voltarei!




6 de novembro de 2015

Museu de Arte da Catalunha

E os dias corriam depressa. Já estava a meio da minha escapadela a BCN… Mas ainda tanto se consegue ver em 2 dias!! É dar corda aos sapatos.
Vendo os mapas reparei na zona central da Fira de Barcelona onde ficava o MNAC (Museu Nacional de Arte), tendo para isso de se subir em escadas rolantes (se não fossem estas seria extremamente cansativo subir umas valentes centenas de escadas…) até ao topo.


Acabado fui até lá acima onde centenas de pessoas contemplavam a cidade (provavelmente aqui está a melhor vista sobre Barcelona).


Quando a noite caiu desci e ainda assisti ao famoso espectáculo de fontes luminosas.


E depois de tanto andar e andar resolvi tratar-me bem! Por acaso encontrei este Bilbao Berria, um lugar apenas com os famosos pintxos. A “estratégia” da casa é simples. Numa mesa com largos metros onde se vão colocando sem parar novas receitas de pintxos (o nome dado à tapas) e o cliente vai retirando o que mais gostar. O problema é querer experimentar cada um…..

Absolutamente delicioso!

5 de novembro de 2015

"O bairro i o Mundo"

Em 2014 a CM Lisboa em conjunto com a associação artística Ibisco promoveram o festival "O bairro i o Mundo" no antigo bairro da Quinta da Fonte renomeado de Terraços da Fonte. Este festival teve no seu cardápio performances musicais, teatrais, stand-up comedy, workshops e a face mais visível com a intervenção de artistas plásticos entre eles nomes como, Odeith, Mar, Ram, Carry On, Smile, TOSCO e Vhils que tiveram como principal papel a reabilitação de fachadas dos prédios.


(foto de Jorge Paula fonte)

Falar em bairros sociais está normalmente associado a zonas inseguras, prédios degradados, ruas sujas e muitas das vezes o último sítio onde gostaríamos de ir passear! Acredito que quem olhe para a foto acima não se sinta convidado ou mesmo com um pingo de vontade de passear no bairro. No entanto, com este festival, a organização pretendeu desmistificar esta ideia de decadência associada aos bairros sociais, promovendo estes festivais nos bairros e tornando o bairro num local mais agradável à vista e convidativo a pessoas "estranhas ao bairro" a visita-lo.

Um ano depois e, tendo já sido apelidada de um dos maiores projectos de arte urbana do mundo, a CM Lisboa promoveu visitas guiadas gratuitas a quem quisesse conhecer um pouco mais das obras pintadas ou cravadas nas empenas e mostrar que o bairro não é o guetto. 

Ficam algumas das fotos que encontrei pela internet e se gostarem basta seguirem as fontes que consultei bem como fazer uma pesquisa na internet pelo nome do projecto. Melhor só mesmo visitarem o bairro, quer individualmente quer em visita guiada (que acredito seja possível marcar junto da CM Lisboa.)








Sagrada Familia

Entusiasmado desloquei-me à Sagrada Família mesmo no centro da cidade, facilmente acessível já que a enorme estrutura de Antoni Gaudí se observa de qualquer ponto da cidade (assim como em Paris com a Torre Eiffel ou Londres com o Big Ben).
Entre comprar o bilhete (cerca de meia hora de espera) e entrar neste colosso tive tempo de desenhar os chamados “Bancs – Fanals” candeeiros espalhados pela cidade em que a sua “arquitectura” vai variando consoante o bairro em que está. São peças únicas.

Como caracterizar a Sagrada Familia? Tudo é magnífico. Desde a entrada em que é preciso perder uma boa meia hora a seguir os episódios bíblicos e admirar a altura da igreja, sempre com os trabalhos de construção em pano de fundo e os milhares de turistas à volta.
Uma imagem que sempre guardarei comigo é a entrada na Sagrada Familia. O objectivo de Gaudi foi alcançado: entrar no céu!

Por entre os vitrais com muitos coloridos tons quentes que com o efeito do sol entram e se espalham pelo chão da Igreja é impossível  baixar a cabeça perante as imponentes colunas, as figuras bíblicas misturadas entre óculos de vidro colorido. Apesar da confusão de turistas é possível ali ter paz.
Demorei-me várias horas por ali tentando captar a essência e a complexidade do espaço. 
Decididamente um espaço inesquecível e dos mais belos onde já estive! No interior da Sagrada mal se notam as obras (apenas numa secção). Lá fora estas continuam a todo o vapor e recentemente entrou-se na última fase de ampliação (subida da Igreja por mais algumas dezenas de metros).
Em 2016 (quando se espera acabarem as obras) lá voltarei!

4 de novembro de 2015

BCN2

Como não podia deixar de ser tive de visitar alguns dos ex-libris da cidade. Não museus, já que todas as cidades para mim são museus mais genuínos e ao ar livre!

Isto lembra-me Florença, em que numa semana não visitei nem um museu (e como os há!). Preferi antes andar pelas ruas, passar por estátuas espalhadas (até uma réplica da estátua de David está na rua)..

Adiante, neste dia fui até à parte alta da cidade onde se localiza o Park Guell e onde se vislumbra a linha da cidade, a Sagrada Familia, o mar Mediterrâneo, e todos os telhados das casas pintadas em diferentes tons (quentes).

Este local mandado construir por Guell é uma das obras primas de Gaudi (com os azulejos coloridos, as figuras animalescas (o famoso lagarto colorido que se encontra em cada loja de souvenirs), as casas (uma delas que serviu de residência de Gaudi), a inserção da construção com a natureza (ainda se consegue sentir os tempos de pastores com cabras que ali pastavam).

Definitivamente que vale cada minutos (e foram tantos!) nas filas de espera. Mas a melhor forma é mesmo comprar o bilhete online: http://www.parkguell.cat/en/buy-tickets/

Um sítio verdadeiramente deslumbrante (desde o terraço até à parte baixa). E a vista. Que vista!


3 de novembro de 2015

Barcelona

Por esta altura há um ano passava uns dias em Barcelona, “umas das cidades com mais pinta” ouvia dizer. Mas os anos iam passando e vários países conheci já que para mim Barcelona era Espanha (e eu quero é visitar o maior número de países…).

Mas eis que em 2014 resolvi comprar um bilhete para Barcelona, ou BCN para muitos.
Não pesquisei muito acerca da cidade, queria ser surpreendido pela famosa movida, arquitectura e cultura. Apenas conhecia de filmes a Sagrada Família, o Park Guell e as ramblas e bairros depois de ver “A residência espanhola” (filme sobre o Erasmus em Barcelona: http://www.imdb.com/title/tt0283900)

Por isso lá fui. E mal cheguei comecei a perceber que a cidade era mesmo fabulosa. Com um passe de 4 dias de transportes (é sempre o melhor: http://www.tmb.cat/es/bitllets-i-tarifes) saltei de Bus em Bus, de metro em metro (as estações subterrâneas do metro são um micro-clima tropical…), de train em train (para quê escolher os famosos Hop on / Hop off bus???)


Primeira paragem: Plaza de Cataluña (o coração da cidade entre enormes centros comerciais, edifícios majestosos a lembrar os de Madrid e vários terminais de transportes) com milhares de pessoas ali concentradas.



2 de novembro de 2015

Arola no Penha Longa

Fui recentemente ao Arola, no âmbito da Restaurant Week e de entre dezenas de escolhas fui pelo restaurante que me parecia mais de luxo.
Chegado ao Penha Longa resort em Sintra a primeira dificuldade. Apesar das direcções da segurança dentro do resort (entre greens de golfe e casas de luxo e o mega hotel pertença do Ritz Carlton) foi fácil ficar perdido….

Quando finalmente se encontrou o restaurante fomos atendidos por uma simpática assistente e estávamos na mesa.

Entre escolha de vinhos rapidamente se chegou ao 1º prato (neste caso primeiros pratos de entrada):
Tapas para partilhar. Logo o primeiro choque: temos de ser nós clientes a cortar o alho ao meio e barrá-lo num pedaço de pão torrado (mais duro)!!! Recusei-me.

Depois o cenário foi melhorando. Umas asas de frango do campo picantes (uma das melhores coisas da refeição);
As famosas “Patatas Bravas com molho picante”. A batata estava boa mas o molho (basicamente maionese) nada tinha de picante…
E finalmente fatiazinhas de presunto com cubinhos de cebola, chili e pistácio. O presunto podia ter ao menos um pouco de sal. Nada…


Como prato principal fui pelo Porco em cama de surça (a surça sendo Môlho de vinho, alho, sal e pimenta, em que se deita carne de porco ) e um molho verde.
Bastante bom, tendo como ponto menos positivo a pele exterior passada do ponto de queima com o maçarico (talvez tenha ficado algum tempo à espera). Mas bom!

E para acabar bem, a sobremesa: “Copa Catalana”, entre uma pannacotta, bolacha e sorbete de tangerina (“perigosamente” um pouco ácida).


Em suma uma refeição que não conquistou, ou não se tornou memorável (o almoço no Cantinho do Avillez, antes falado, agradou muitíssimo mais, sendo mais simples, mas melhor).